Como lideranças políticas estão navegando o ecossistema digital sem perder credibilidade
Existe uma pressão crescente para que políticos se transformem em criadores de conteúdo. O raciocínio parece simples: os influenciadores têm alcance, logo os políticos deveriam fazer o que os influenciadores fazem. O problema é que esse raciocínio ignora uma diferença fundamental.
Um influenciador constrói audiência ao longo de anos com base em um tipo específico de conteúdo que ele ou ela genuinamente domina. Um político que tenta replicar esse formato sem essa base parece exatamente o que é: um político tentando parecer algo que não é.
O eleitor percebe. E a percepção de falsidade é um dos danos mais difíceis de reverter em uma campanha.
O caminho mais eficaz que encontramos em nossa prática é o oposto: identificar o que o candidato faz com naturalidade, o que ele sabe, onde ele é genuíno, e construir uma presença digital a partir daí. Pode ser menos viral. Mas constrói algo que o viral nunca constrói sozinho: confiança.